[Numero 1] Floresta em ruinas

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[Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Syaoran em Sex 4 Jul 2014 - 1:48



No exterior desta zona de ruinas que foi tomada pela natureza é o local que independente de qual lugar de entrada na ilha via ser sempre parecido, restos de vestigios de humanidade cobertos e a ser envoltos em árvores e raizes.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Qui 14 Maio 2015 - 0:51

* Another flashback *



DIA ZERO, TARDE INSÓLITA

...

- Já estamos chegando, pyosu?

- Nop.

- E agora, pyosu?

- Nop.

- E ago...

- Cala-te logo!

- Kay, pyosu.

- Não consideras a repetitividade do Shiroi como uma ameaça, não é?

- Nah, isto está mais para idiotice mesmo. O novo Shiroi era tudo que estávamos precisando... É um tanto idiota, moetizado e essas cenas, mas ao menos se mantém obediente e até agora não tentou me assassinar.

E assim prosseguia a jornada deles enquanto voavam por entre os mares. Shiroi já estava prontamente acordado e renovado em suas filosofias de vida e mostrava-se de prontidão para qualquer pedido de Edward e de certa forma, do Corvo. Edward já tinha dois apóstolos (o que serve atualmente como tradução literal para "eu tenho os mesmos companheiros de RPG, só que agora chamo eles de apóstolos") e sua missão ia cada vez mais tendo progresso.

Além das mudanças psicológicas, Bonn Clyde também notava cada vez mais as mudanças físicas do Scarlet mestiço. Sua pele havia começado a tomar tons cada vez mais amorenados e seus cabelos tinham se tornado bem esbranquiçados. Ele suspeitava disso. O cabelo grande já era algo normal, apesar dele ter crescido ainda mais nos últimos tempos. 

Em meio aos seus devaneios, o ilusionista acaba notando que Edward já começava a mudar o rumo ao encontrar um grande cenário de prédios devorados pela natureza. - Chegamos, meus caros. Bem-vindos À velha cidade de Karakura... Nossa casa pelos próximos dias. Aproveitem!

Era um local de extrema peculiaridade. Tomava um tom de semelhança aos prédios das novas vilas, mas no fim, estavam velhos, destruídos e devorados pela força do meio ambiente. Era a demonstração completa do passado que assolou as antigas vilas faziam mais de cem anos.

- Meu avô tanto me contara as histórias do que se passou por aqui... A guerra, os combates, os heróis... Tudo parecia tão poderoso... Mas eis aqui o resultado de tudo. Guerras são coisas extremamente divertidas, apesar do cunho destrutivo. Bem, mas não estamos aqui simplesmente para projeção histórica, meus caros... Aqui nós tentaremos treinar e expandir nossos potenciais por alguns dias. Espero que todos possam se divertir.

E assim começaram as crônicas entre as ruínas de Karakura.


Última edição por Hiroby em Sex 15 Maio 2015 - 21:28, editado 1 vez(es)
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Qui 14 Maio 2015 - 21:00

DIA ZERO, INÍCIO DO OCASO


No inicio daquele primeiro contato com a literal selva de concreto que era a velha e deformada Karakura, o bastardo e seus dois apóstolos se puseram a observar toda a natureza que era encontrada na parte mais exterior da enorme ilha. A cada momento, Edward mais se encantava com aquele cenário desértico e que formava uma desconstrução apocalíptica do urbanismo junto da natureza. Para falar a verdade, o local nem era tão desértico assim.

Haviam vários tipos de criaturas naquele local, apesar da maior parte ser de animais não muito perigosos, pelo que notaram ao observar atentamente.

- Isto é um terreno de fantasmas. E que terreno... Aqui parece que resistem mil histórias de antigas lendas. É um reino a ser recriado... Os Scarlets estão perdidos pelo mundo afora, escapando do mau que lhes afugenta. Goldark, um dia tua força irá à ruína. Enquanto não ocorre, aqui crio minha terra vazia.

Terra vazia, porém, não passível de recriação. Edward ainda não sabia como faria para um dia renascer aquela cidade destroçada e ainda tinha menos certezas de como renascer com o clã Scarlet e encontrar todos os sobreviventes. Ainda sim, ele reconhecia que no momento tinha a determinação e insanidade suficiente para isso.

Sendo menos sincero, ele tinha determinação e insanidade para tudo. Nada parecia querer escapar de seus futuros planos.

Ainda sim, o que ele buscava naquela ilha no momento era mesmo o treinamento e talvez um maior aprofundamento em sua essência como Scarlet. Se ele queria renascer o seu clã, ele precisaria desconstruir sua visão como bastardo.

Ele não conhecia sua ascendência materna, mas tinha certeza que a Scarlet predominava de qualquer maneira. Nunca sentiu semelhanças com o poder de qualquer outro clã que não fosse o que descendera. Ele devia aproveitar que tantos Scarlets foram mortos para poder sentir mais em si a ideia de que era um.

Decidiram se alojar em um dos prédios que mais parecia estar conservado. De certa maneira, ele estava mesmo extremamente conservado. - Vocês vão acreditar em mim se eu disser que a televisão que havia aqui dentro ligou e funcionou, pyosu? - disse Shiroi ao mexer na televisão presente dentro de um dos alojamentos.

- Da forma que o mundo anda estando, acredito até que eu não fumo cigarros. - respondeu Edward, de maneira seca, enquanto acendia outro cigarro. Por mais que o vazio o possuísse, de forma alguma ele o livrava de seus vícios. Pareciam até aumentar um bocado... Há coisas que não podem ser destruídas na mente humana.

- É uma pena que não tenha nenhum canal...

- Você acreditou mesmo que uma televisão de cem anos atrás passaria coisas da atualidade com extrema facilidade?

- Ora, pyosu, nunca se sabe. Há de se ter esperança, pyosu.

- No teu caso, são necessários facepalms. Eis aqui minha contribuição... - disse, fazendo um facepalm.



DIA ZERO, EM MEIO AO OCASO


Passaram a noite no prédio, onde ficaram a observar como tudo era antigamente. analisaram bem para ter certeza de que não havia nenhum perigo vivo ali dentro. E foram repousar.

Exceto por Edward.



Em um quarto daquele local, ele se observava incessantemente, sem esboçar qualquer emoção. Parecia estar de certa forma num estado de hipnose. Não parecia pensar ou sentir nada. Transitava novamente em meio aos espaços vazios de sua existência. A cada momento no espelho, diversas imagens rondavam. O rosto de Edward perdia a forma, se transformando em outros rostos de conhecidos... Amigos. Inimigos. Vivos. Falecidos.

E por último, vira a face de Sasagawa Alphonse. E sorriu um sorriso sádico.

Você tinha tudo para ter sido um bom amigo... Até destroçar minha moralidade.

E o sorriso que Alphonse esboçara no espelho se assemelhou ao sorriso de Edward. No fim, os dois tinham algumas semelhanças, apesar do bastardo ter perdido o valor que dava à ele. Atingiu a acadêmia, tornou o meio Scarlet num inimigo acidental dos próprios aliados que tinha, fez Ed se embriagar mais uma vez e complementar-se ainda mais de vazio.

Ed tinha certeza do que fazer. E o sorriso de Alphonse foi se deformando em líquido vazio e energético até tornar-se o rosto de Edward novamente. E ele estava com o mesmo sorriso de Alphonse, mas que logo tornou-se uma expressão séria e silenciosa. 

Cada vez mais, o vazio lhe cobria de poder... E insanidade.


DIA UM, NO DOCE TOQUE DE UM AMANHECER VAZIO
 
 
A luz do sol reluzia sobre os prédios que ainda possuíam alguma quantia de vidros, e o bastardo já estava acordado, observando tudo aquilo. No pouco tempo em que esteve ali, já tinha começado a tomar um certo apreço pelo local, mesmo não estando muito conservado. Sentia que o abandono daquela ilha havia sido algo decepcionante e que este precisaria resolver os problemas daquele local em meio aos seus planos de destruição dos deuses. Ali concretizaria seu reino e faria o clã Scarlet renascer das cinzas, tudo ao seu tempo...
 
Tudo ao seu tempo... Quanto tempo o bastardo precisaria para resolver tudo?
 
Ele queria ser o mais rápido possível.
 
- De certa forma, eu adoro este aroma de vazio pela manhã.
 
Aquela força do vazio que crescia no Scarlet o tornava muitas vezes confuso em seus pensamentos e este era um dos casos. Por mais que quisesse ressuscitar seu clã, cada vez mais ele sentia a necessidade de contemplar a solidão. Não pôdia por toda sua confiança em outras pessoas se quisesse crescer. Nem mesmo aos seus servos. Ele continuaria usando Shiroi e Bonn Clyde em seus planos, mas não gostaria de submetê-los completamente a tudo que pensava. Talvez nem deveria ter dito sobre o plano de destruir os deuses para o corvo, mas agora aquilo já estava feito. Ainda sim, sabia que o animal precisava do bastardo e não tentaria de escapar de seus planos, por mais que no fundo ele talvez não os aceitasse em plenitude.
 
Após alguns minutos observando o amanhecer, jogou mais outro cigarro fora e decidiu que não devia mais refletir sobre aquela vila. Devia começar logo o que planejava... Treinar.
 
Precisava de mais poder para seguir seus planos em plenitude. Nos últimos dois anos, Edward vivera sem usar muito das suas forças por culpa de ser um Membro do Conselho Estudantil da Hozhikuzu Gakuen. Agora, aquela vida estava sepultada, da mesma forma que o diretor da escola, e ele precisava crescer por coisas assim.
 
Respirou fundo, fechou os olhos e pôs-se a modificar sua energia para tomar aquela forma, cada vez mais simples de se alcançar. Lentamente, surgiram como se saíssem das próprias sombras de Edward. Criaturas obscuras, disformes, servis e metamórficas... Também conhecidas como Voids. Eram seres moldados quase que completamente por vazio, que o bastardo pouco utilizava apesar de terem suas muitas utilidades. No momento, os criava com uma razão concreta, que era propriamente enfrentá-los.
 
A energia negra fluia com facilidade pelo sangue cada vez mais obscuro do mestiço, junto de uma soma considerável de prana que ia se somando aquela força vazia, lhe dando-lhe maior  consistência. O fluído ia passando por entre o corpo de Edward, saindo pelos seus poros e começando a tomar a forma dos servos.
 
Servos tão bons, que podiam tomar a forma que seu mestre quisesse, e assim fizeram. Já não eram meras criaturas disformes, mas sim o próprio Edward Arques em forma e um tanto de consciência. Todos começavam a projetar espadas conforme o mestre ordenava e logo ficavam parados, esperando outro pedido dele. Entretanto, ele não pediu nada.
 
Simplesmente prosseguiu com os olhos fechados, agora com outro pensamento em mente. Ele precisava crescer como Scarlet, abandonar cada vez mais sua bastardia, se quisesse ser um futuro líder do quase extinto clã. Por isso, o mais importante naqueles treinamentos era desenvolver suas habilidades herdadas, algo que pouco fazia.
 
Respirou fundo e pôs-se a fechar os olhos, buscando se conectar com o âmago de sua alma da forma que lhe fosse possível. Não pensava em mais nada além disso. Não sentia mais nada.
 
Ele sentiu o aroma das milhares de espadas presas ao chão, suas formas, essências... O metal, fogo e chumbo. Permanecia naquela ilha, mas seu espírito começava a invadir a Reality Marble.
 
As engrenagens, tantas engrenagens...
 
Tanto leu sobre o seu clã, sobre seu Reality Marble característico, aqueles que o alcançaram... Mas nunca conseguiu vê-lo em sua essência verdadeira. Até seus sonhos tomavam um tom de falsidade ao adentrar a realidade plena do Unlimited Blades Works.
 
Tudo era infinito lá dentro, principalmente a quantidade de espadas. Afinal, Edward estudou tantas armas em sua vida, que seria estranho se só visse duas ou três ali dentro.
 
O cheiro de fogo e metal era algo essencial naqueles terrenos secos e fincados de várias armas que variavam em tudo.
 
Começou a recolher lentamente as armas que queria. Todas eram bem simples, mas era aquilo mesmo que almejava para a batalha contra seus servos de vazio. Pegou unicamente cinco, todas bem simples: duas espadas, uma lança de duas pontas, um machado e uma adaga.
 
No mundo real, sentiu as armas sendo projetadas entre as suas mãos.
 
Não havia mais o que fazer por ali naquele momento. Sua mente acedeu novamente a realidade e logo o bastardo ordenou aos Voids:
 
- Bem, meus caros, quero que me ataquem projetando as armas que lhe apetecerem, tentando tomar certa consciência própria... Ah, e ajam de formas diferente uns dos outros. Quando me atacarem, peço que seja para matar. E quero que não sigam mais qualquer ordem minha até eu destruí-los ou vice-versa, a partir de agora!
 
Quando abriu os olhos, todos já corriam em direção à ele, armados com armas brancas simples, semelhantes à de Edward. Por mais que tentassem tomar consciência própria... Eles eram idiotas sem estarem recebendo mais ordens do mestre. O bastardo rapidamente aterrou as duas espadas no chão, segurou a base do machado com a boca, a lança com uma das mãos e o punhal com outra.


Eram cinco Voids contra o bastardo, cada um vindo por uma direção diferente. Lançou o punhal contra o rosto do que vinha pela frente, conseguindo atingi-lo por pouco, o que o fez retroceder, largando sua espada pelo chão. Depois, desferiu um movimento rápido e giratório sobre o chão, de forma a atingir os outros  que vinham, fazendo-os tropeçarem, exceto por um que pulou ao ver aquela rasteira e em seguida lançou seu punhal em direção ao mestiço Scarlet, que pôs-se a largar a lança para pegar o machado e lançá-lo contra o braço do homem moldado de vazio. Não conseguira acertar da forma que queria, conseguindo desferir um enorme corte, mas ainda sim, não deixando de ser atingido pela pequena arma. Recebeu uma ferida um tanto superficial no ombro.


Puxou uma das espadas cravadas no chão e cortou por inteiro o braço daquela criatura de vazio. Em seguida, desferiu-lhe um chute. Não queria matá-los muito rápido, de forma a expandir seu treinamento. Precisava crescer suas habilidades com as armas e, para isso, o treino devia ser prolongado o quanto fosse suficiente.


Os três Voids que haviam caído se levantavam e o outro que havia sido atingido pelo punhal já o havia retirado do rosto, decidindo lançar a arma contra seu mestre, que se abaixou, conseguindo esquivar, mas já tendo novamente que desviar de um ataque de um Void que  vinha com um golpe de machado. Girou para um lado no chão, e em seguida tentou atingir o ombro dele, conseguindo acertar, mas não tendo tempo suficiente para cortar profundamente, pois outro já vinha com uma espada. Bloqueou aquela desferida selvagem e em seguida tentou atingir o servo com um soco no rosto. Efetuando o golpe com sucesso, atingiu seu peito com a espada em seguida e logo tentou usá-lo como escudo para o golpe que vinha de outro deles, o que muito serviu, apesar de ter matado aquela criatura de vez.


No momento, tinha só uma espada em mãos e ainda quatro Voids contra si. Prometeu que não lutaria com mais armas além daquelas cinco já projetadas e as que os seus servos utilizavam para tentar exterminá-lo.


Largando a arma que tinha em mãos, correu para alcançar novamente a lança que usara e logo que a pegou, tentou atingir dois dos Voids com um golpe que não usava a ponta afiada, mas que ainda sim, podia feri-los e atrapalhá-los. Novamente houve certa efetividade, apesar de ter deixado uma brecha para os outros dois Voids que vinham por trás. Depois do golpe, puxou a lança mais para trás, de forma a atingir um deles na cabeça. Deixou ser atingido pelo terceiro, que empunhava uma espada e visava atingir as costas de Edward. O golpe não lhe feriu muito, ainda mais por ter conseguido lançar o Void perfurado pela lança contra o outro, impedindo de ser atingido com mais força.


Dois já mortos e três que se levantavam. Edward aproveitou para já ir pegando de volta seu machado e uma das espadas. Lançou o machado contra o último que estava por se levantar e os outros dois vieram em sua direção com suas armas. Nada fez além de correr em direção aos dois também, mas se desviando bem no momento que já estava próximo. Virou-se segundos após isso e desferiu um golpe de espada pelas costas de um, e depois virou sua espada de forma a tentar atingir um bocado o braço dele. O adversário largou a lança que tinha em mãos enquanto Edward pôs-se a desviar  do outro Void várias vezes, para logo em seguida tentar lhe atingir com vários golpes rápidos e impulsivos, para quebrar seus golpes de uma vez.


No momento, haviam dois Voids vivos. Infelizmente, na verdade ainda eram três.


O que fora atingido na cabeça permanecia vivo, apesar de cambaleante e o bastardo logo necessitou dar logo um fim à ele para não precisar enfrentar os dois juntos. Sem mais nem menos, desferiu um golpe contra sua garganta, retirando sua cabeça. O outro Void pulou sobre a sua direção, mas Ed logo se esquivou e aproveitou a falta de defesa do outro com aquele impulso e o matou de vez.


Agora só restava um, que já estava bem ferido e já não valia muita coisa. O Arques desferiu um golpe sem qualquer misericórdia e assim concluiu o treinamento.


Deixou os corpos a perderem a forma e tornarem-se um liquido vazio pelo chão e acendeu um cigarro. Aquele fora seu primeiro treinamento, mas ainda havia muito para se treinar nos próximos dias...
 
DIA TRÊS, INÍCIO DA TARDE
 
Edward passou os dias seguintes com o mesmo treino, e cada vez mais, ele sentia os resultados. Os Voids cada vez mais conseguiam ter uma consciência própria prestável e um maior raciocínio lógico para combater o bastardo, e o mesmo se sentia cada vez mais habilidoso nos combates. Cada dia, os combates tinham mais armas invocadas e as lutas se tornavam mais sérias. As feridas de Edward cresciam, mas ele pouco se importava.


Nestes dias, Shiroi e Bonn Clyde simplesmente se deram ao luxo de buscar comida, geralmente pela pesca e ficarem observando toda a natureza da cidade, algo que Edward chegou a pedir aos dois, mas ao mesmo tempo os interessava. Porém, o bastardo decidiu discutir com eles naquele dia, em meio à uma das refeições.


- O que estão achando desses dias aqui na ilha?
 
- Tudo está interessante... Este lugar me lembra muito do meu passado, sir Edward.
 
- Estou adorando, pyosu!
 
- É bom saber que tudo isso está divertindo os dois senhores, mas por mais que tudo esteja indo bem, gostaria de ressaltar a necessidade de vocês também treinarem. Eu pouco mencionei isso antes, mas vejo que vocês também precisam disso. Evidentemente, não peço que façam as mesmas estripolias que estou fazendo. Você, Shiroi-chan, poderia treinar seu Emerald Splash e um tanto do seu Stand, e o Clyde-chan poderia treinar os poderes ilusórios dele. Vocês não estariam unicamente me beneficiando, mas beneficiando vocês, meus bons apóstolos.
 
- Okay sir Edward-san, pyosu, farei o que for preciso, pyosu!
 
- Treinarei então.
 
- São palavras assim que me alegram em tempos como estes. Bem, quando terminar aqui, voltarei a meu treino. Vocês podem fazer os seus na hora que acharem melhor, mas espero que façam mesmo alguma coisa nestes tempos na ilha.
 
E assim prosseguiram o almoço, num momento que fora um tanto silencioso. Shiroi Tsuki e Bonn Clyde mostravam-se em contrastes opostos naquele momento. Um se sentia plenamente vivaz ao obedecer às ordens de seu mestre, enquanto o outro via mais como uma obrigação que não valeria em muito no fim. Shiroi via alegria em servir enquanto o Corvo sentia cada vez mais receio. Um via Edward a aceder o topo do mundo e o outro não via mais nada além de um Edward que caminhava em direção às profundezas da terra, debaixo de sete palmos.
 
Obedeceriam, mas era evidente que os dois não obedeciam por terem uma visão semelhante. Um era o senso de servidão puro e o outro era o ganancioso, porém receoso do que estava por vir.


DIA TRÊS, MEIO DA TARDE, EMERALD SPLASH!

 
Shiroi tentava começar seu treino, mas sem saber como treinaria os poderes de seu Stand. Foi então que Edward surgiu e observando a falta do que fazer do jovem, disse:

- Estou vendo que não está sabendo bem como iniciar o treino. Por isso, tenho uma ideia que poderá beneficiar os dois lados. Você começa a lançar suas esmeraldas explosivas contra mim e eu usarei minhas armas para tentar desviar o trajeto delas. Comece devagar e com poucas esmeraldas e, a partir de certo tempo, vá acelerando e aumentando a quantidade delas.

- Kay, pyosu! respondeu Shiroi contente.

O bastardo projetou uma dezena de floretes comuns, cravou nove deles no chão e, empunhando uma única,  pôs-se numa posição para iniciar aquele treinamento. – Pode começar!

- PYOSU! - e lançou uma única esmeralda explosiva contra Edward, que sem muito problema desviou sua trajetória com um golpe da arma. Aquele amontoado de energia cristalizada se distanciou um bocado e logo explodiu 

Outra veio com um tanto mais de velocidade e o Scarlet logo inferiu outro ataque com o florete, que novamente foi efetivo. Sentia-se bem entendiado com isso... Queria mais esmeraldas, menos facilidade. Fez um sinal pedindo por mais esmeraldas e o bom servo pareceu compreender. Quatro vieram voando na direção do bastardo, mais rápidas do que as anteriores. Desferiu espadadas da mesma forma de antes, obtendo o mesmo sucesso. A situação ainda estava muito simplória. Outra vez requisitou mais força por parte do ex-psicopata, e este obedeceu facilmente.


(Pulo temporal, pois o narrador não é de ferro)

Após incessantes disparos das esmeraldas e pedidos de Edward, finalmente o treinamento começou a se tornar divertido. Edward já segurava duas espadas e as utilizava contra dezenas de esmeraldas de Shiroi que voavam em velocidades rápidas, porém variando entre cada uma. Movimentava as espadas com velocidade, tentando se defender de todos os disparos, mas cada vez mais era atingido pelas explosões.

Ainda bem que Shiroi havia perdido sua maldade e por isso, as esmeraldas lançadas pouco eram dolorosas quando atingiam o bastardo.

Após mais um tempo, o Arques pediu para que o Tsuki parasse de atacá-lo. O bastardo aproximou-se dele lentamente e com uma expressão calma, simplesmente colocou seus dedos sobre o braço dele. A energia do vazio foi fluindo de um poro para o outro, adentrando o corpo do outro jovem, começando a absorver parte das suas habilidades. - Você provavelmente vai ficar uns dias sem conseguir usar seus poderes em toda a plenitude, mas não se preocupe. Sua cota de treinos está concluída por hoje.

Aceitou aquilo sem qualquer problema, como um bom servo faria e logo depois, o bastardo cessou a absorção das habilidades de Shiroi. - Podes descansar pelo resto dos dias, se assim quiser...


E então, o apóstolo se retirou.


O que Edward faria com aquelas habilidades que absorvera?


Última edição por Hiroby em Dom 24 Maio 2015 - 23:52, editado 5 vez(es)
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 0:01

DIA TRÊS, ANOITECER NA NÉVOA DA MEMÓRIA

No cume de um prédio, observava atentamente aquela cidade em ruínas. 

Muito do que via ali lembrava-lhe o inicio da vila de Fuyuki. Não que ela fosse um amontoado de ruínas, mas a forma dos prédios o fazia refletir as memórias do passado, e elas tomavam forma em meio às ilusões que moldava, dentro e fora de sua mente.

Todo aquele amontoado de destruição, natureza e musgos tomava uma forma mais urbana em poucos segundos.

Um homem cheio de pássaros usava-os para enviar jornais pela vila que ainda ia sendo construída à passos lentos e calmos. Crianças observavam admiradas o voo das aves, querendo imitá-las abrindo os braços e voando pelo concreto. Homens elegantes trafegavam pela rua, fumando seus cigarros e indo efetuar seus serviços. Era de certa forma engraçado dizer isso, mas após a destruição de Fuyuki, as pessoas decidiram voltar à seguir modas antigas. Havia quem não seguisse aqueles padrões, mas era um tanto estranho ver pessoas pouco apegadas à eles. 

Naquele período, haviam tantas lojas interessantes, aventureiros sem causa, piratas que enlouqueciam o governo. Ah, os tempos de glória de Scarlet Newgate e seu bando... Os tempos de Bonn Clyde!

Bonn Clyde... Ninguém mais lembrava dele nos tempos modernos, mas antigamente ele era um dos maiores ilusionistas e criminosos. As pessoas o temiam, e ao mesmo tempo, o rejubilavam quando aparecia nas ruas. Ele não se importava com regras e padrões. Por mais que usasse vestes elegantes, geralmente eram de cores extravagantes. Não se dava ao luxo de ser como os outros.

Unia-se a outros criminosos sempre que lhe convinha. O dinheiro era uma parte de sua vida. Fazia mágica para crianças de rua e roubava doces delas ao mesmo tempo. Pouco lhe importava a ordem.

Avistou-se nas ruas da velha Fuyuki, atirando para o céu, assustando todos pela rua. Sua gangue surgia como se fosse vento, e, num misto de anarquia com comédia, bem ao estilo dos Irmãos Marx, eles roubavam, assustavam e faziam o caos. Crianças riam, adultos corriam, as lojas fechavam e o governo vinha todo armado, mas tudo sempre terminava sem qualquer lógica, além de mais algum dinheiro obtido pelo grupo de ladrões.

Ah, os velhos tempos... Quando o céu sempre parecia bem turquesa.

Perdeu todo aquele divertimento. Poderia ter sido morto, igual seus outros conhecidos... Mas ele virou um corvo inútil, com muitos de seus poderes perdidos. Tudo que restava era uma busca irracional pelo seu corpo... Nem mais a vingança parecia ter algum sentido. 

Era um fantasma que vivia no presente e em relampejos do passado.

O bastardo estava à espreita, como se fosse uma sombra do Corvo. Fumava seu cigarro característico, enquanto estava submerso pela ilusão.

- Vês isto, Edward? É tudo que fui.

- Tudo que um dia podes voltar a ser. São novos tempos, mas tudo parece convergir para estes velhos tempos... Arranjar-te-ei seu corpo e poderás te divertir como fazia antigamente. Tudo é uma questão de aguardo, meu caro Bonn Clyde...

E escurecia na cidade Karakura... Tudo parecia tão escuro.

O mundo do bastardo e de seus apóstolos parecia cada vez mais intocável... Como a névoa emitida pela lembrança daqueles tempos do velho ilusionista.


DIA SEIS, NOITE DA REDOMA DE HIPNOSE


Já observava Shiroi nos olhos fazia algum tempo. 

Já não tinha certeza se haviam passado minutos ou horas... Tudo parecia lento demais enquanto ele fazia isso. Mas tudo era por uma causa maior... A causa de seu atual mestre... Edward Arques. Mais do que isso... Era a causa do poder que o bastardo precisava e...

Principalmente do poder que Bonn Clyde precisa.

Ele disse que um dia irá recuperar meu corpo original... Mas de nada valerá se eu não tentar recuperar meus poderes originais com o tempo.

Decidiu usar Shiroi como cobaia do seu treino por um fator bem simples: já havia adentrado a mente dele antes e por isso acreditava que talvez teria facilidade em efetuar aquele poder contra ele.

Entretanto, não era isso que estava acontecendo em fato. A técnica da hipnose era mais complexa do que se podia ver e o tempo sem usá-la levou o Corvo a esquecer fatos como este. Diferente de adentrar a mente de alguém inserindo partes da sua alma dentro da psique dela, aquele ataque era bem mais discreto de várias maneiras. Não era preciso qualquer contato físico. Só o contato visual.

Os olhos são o receptáculo da alma.

Naquela situação em específico, era literalmente isto. 

A alma do ilusionista devia transitar por entre as órbitas de sua íris. E mais, do que isso, elas devem exibir toda uma essência de opressão e controle sobre os olhos daquele que se visa hipnotizar. No momento que é feito isso e a força mágica do mago se mostra maior que a do adversário, não existe mais qualquer relação além da de senhor e servo, por um curto período de tempo 
 
Ah, a hipnose... A técnica que levou todos à aquele abismo do passado. Se Edward não tivesse sido controlado por Alphonse... Se o Corvo tivesse visto aquele "garoto" loiro... Se a causalidade tivesse permitido outro destino ao bastardo... Mas os deuses não almejaram nada daquilo. E ali pararam... Permaneceriam até quando ali?

O destino é um amontoado de dúvidas.

Tentou focar sua visão ainda mais sobre a de Shiroi. Respirou fundo, e pôs-se a focar seu espírito em seus olhos. Sentiu a energia fluindo a lentos passos enquanto mirava o ex-psicopata. A íris tornava-se mais clara enquanto sentia parte de sua alma a se expandir para aquele receptáculo.

Agora que sua essência mística transitava em plenitude por ali, ele precisava subordinar Shiroi à hipnose.

O segredo para isso estava na forma de se olhar a pessoa e claro, na voz também.

O olhar de Clyde no momento era algo calmo. A imponência se mostrava na íris em si, com o seu brilho forte que demonstrava a força da alma do ilusionista naquele momento. Aquelas íris se equivaliam às dores que sofrera após tornar-se uma ave negra e perdida entre tantas e tantas florestas. A dor de nunca recuperar sua humanidade... A dor de ser uma lenda que desapareceu na história...

Lendas que desaparecem nunca chegaram a ser lendas...

Tentava oprimir a mente de Shiroi com seus sofrimentos. Tentar tornar sua própria dor numa dor para ele...

Tudo isso num olhar manso, porém poderoso. Em palavras frias, entoou:

- O dia está frio, Shiroi-kun... As almas que pernoitam a cidade de Karakura decidem dançar. Tu não podes dançar com elas... Tu és humano. A carne não toca os espíritos com facilidade. Como eles dançam felizes, mas você tem sono. Dormir é a dança dos mortais... Adormeça Shiroi-kun. Daqui a nada, não te lembrarás de nada disso, como a névoa não faz lembrar a realidade... Não serás mais meu completo servo, mas sim o de Edward Arques.


E em meio à essas palavras, Shiroi sentiu-se a enfraquecer, com o corpo a bambear e o sono a lhe aprisionar na dança dos espíritos.


Fechou os olhos. 


Adormeceu.


A hipnose estava feita.


DIA SETE, TARDE DOS QUE SE OCULTAM


Olhos fechados por mais uma vez.

Inspiração... Respiração... Inspiração... Respiração...

Não haviam medos para serem contidos.

Sentia o vazio a fluir em seu corpo, mas também notava o movimento das outras energias que ali estavam. As energias absorvidas de Shiroi e Bonn Clyde, aquelas advindas de seu sangue, as forças do Stand, que cada vez mais se tornavam disformes... O que acontecia?

Estava em pé, equilibrando seu corpo no cume de um dos antigos arranha-céus daquele amontoado de prédios espectrais, que já eram mais parte da natureza do que das civilizações que por ali passaram. Edward respirava aqueles novos ares sem qualquer anseio. 

Ali, ele se sentia forte. Cada vez mais tinha certeza de que aquele era seu reino.

Um reino vazio demais para alguém que tanto exibia outras pranas dentro de suas veias. Ele precisava camuflar aquelas outras essências de alguma maneira. Tornar sua circulação num amontoado de fluídos vazios que ocultavam todo o resto. Ele tinha força para isso e ele tinha certeza.

E respirou fundo mais uma vez, vendo-se num mar de energia negra. Ali não estava unicamente ele, mas tudo que era parte das suas essências energéticas... As espadas do clã Scarlet... As ilusões de Bonn Clyde... As esmeraldas de Shiroi Tsuki... Tudo trafegava junto à ele naquele momento. E tudo era inútil...

Inútil. Inútil. Inútil. Inútil. Inútil...

Em seu âmago, só devia exibir o vazio. Era óbvio que ele permaneceria com as outras habilidades, mas não convinha à ele exibi-las por mero prazer, a todo momento. Ninguém deveria sentir nada de Edward, somente a ausência. Quem muito conhece as forças do adversário, acaba por ter vantagens para derrotá-lo, e ele não podia se dar ao luxo do exibicionismo. 

Não mais.

Por mais que tivesse que sacrificar cada vez mais sanidade para alimentar o vazio. Por mais que tivesse de se tornar cada vez menos humano. Por mais que pudesse acabar virando um vilão. Por mais que perdesse toda a honra que nunca chegou a ter. Por mais que não tivesse mais amigos, nem aliados, nem nada nesse mundo... 

Ele precisava se fortalecer. 

E toda a massa obscura ia afogando as habilidades de Edward, enquanto o próprio tentava continuar acima daquele mar de nada, mas quanto mais subia, mais caia, e nada mais naquilo era água. Areia movediça. 

Para onde nada? 

Afoga ou respira seguro?

Quem por infernos seria Edward Arques?

E do nada, recitava versos de um poeta já morto, como se fossem seus versos, enquanto era submerso entre a linha tênue de sua racionalidade:

"Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco, 
Este ambiente me causa repugnância... 
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia 
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas 
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los, 
E há-de deixar-me apenas os cabelos, 
Na frialdade inorgânica da terra!" (1)



Acorda... Acorda... Acorda! A corda! A CORDA! 

Já se confundia entre pinturas surrealistas, enquanto o lençol de uma cama flutuante entre os espaços vazios ia enforcando-lhe. Pedia pelo ar, mas só entrava vácuo, até que não havia nem Edward para pedir por ar.

Só restou vazio ao filho do carbono e amoníaco.

E o relógio ainda toca na velha Mansão Scarlet, clamando para que o mestiço acorde... Ou pedia para enforcá-lo mesmo?

Energia alguma pulsava mais na casca do rapaz. 

Somente suas obras do vazio.

Chegou a abrir os olhos, mas quis fechá-los novamente, voltando à estranha contemplação.


Última edição por Hiroby em Sab 30 Maio 2015 - 1:53, editado 13 vez(es)
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 0:01

DIA NOVE, DELÍRIO NOTURNO INDEFINIDO


Era um dia ensolarado na floresta de Sakuras. Edward acreditou nunca ter visto dia mais ensolarado em toda a sua miserável vida. Ele, que entre as flores da floresta, vivia as flores da juventude. Devia ter quinze anos naquela época, quando seu pai, Scarlet Touzou, o levou para a floresta para um treino simples com espadas. Ninguém mais do clã havia ido com eles naquele dia. Seu pai estava cansado de ver o filho sendo perseguido pelas críticas da bastardia, e por isso decidiu começar a fazer mais treinos unicamente com os dois. Ele conhecia a força que Edward podia ter pelo sangue Scarlet que possuía e pelo outro sangue também. Ainda sim, não conseguia ter forças o suficiente para contar quem era a mãe dele.

Ed sempre deu valor à imagem de duas pessoas em sua vida: seu pai, Scarlet Touzou, e seu avô, Edward Newgate. Os dois sempre o valorizaram, não importando a diferença de sangue que ele possuía. Os dois eram exemplos de pessoas respeitáveis e carismáticas, não importando se um teve um bastardo e o outro teve dezenas (ou vocês acreditam que o Newgate como pirata não teve um monte de filhos?); ainda sim, por mais que os valorizasse muito, o Arques tinha um certo rancor do pai, pois ele nunca dizia algo sobre sua progenitora. E naquele dia, ele estava decidido a saber. Aguardaria o momento certo para isso.

Após um treinamento todo baseado em batalha com espadas, Touzou decidiu acabar com o treino para logo falar uma coisa com o seu filho. Naquele dia, se mostrava mais calmo do que o normal, provavelmente por aqueles últimos tempos estarem sendo bem pacíficos e pelos treinos distantes de outros membros do clã estarem diminuindo os conflitos ligados à bastardia do jovem espadachim. - Edward, estamos num período sem muitas provações, mas temo muito pelo futuro que está pela frente. As pessoas não conseguem perceber a força que tens em seu sangue, tudo por não seres um filho nascido no berço do clã. Ainda sim, eu e seu avô notamos que muito do futuro das próximas gerações estará em suas mãos. Peço que não se deixe ser reprimido pelo outro sangue.

- Mas por que não me dizes quem é a minha mãe?

- Simplesmente não posso... Quando aquela guerra ocorreu, tudo foi tão confuso... Eu me sentia só e cada vez mais ferido dentro dos combates. Foi quando então eu quase faleci, que uma alma abençoada surgiu e me salvou e a paixão nasceu. Não pudemos conter os sentimentos. Num dia, você acabou nascendo. Você não seria aceito no clã dela e por isso ela obrigou-me a levar você para a mansão da família Scarlet. Só quero que saibas que o sangue que percorre em seu corpo é o misto de dois sangues fortes... Mas não pergunte nada a ninguém sobre essa guerra, nem busque em livros. Tudo foi queimado e perdido... Simplesmente não acharás de forma alguma.

Edward quase chorava enquanto ouvia as palavras de seu pai. A ansiedade se unia com uma estranha sensação de cólera que fazia o jovem rapaz querer saber sobre sua outra família. Foi então que, entre esse misto de emoções, ele gritou furiosamente:

- Eu tenho o direito de saber, pai! Não é pela questão da guerra! Não é pela questão dos outros... É simplesmente por ser eu o seu filho. Eu prometo que não contarei nada a ninguém!

- Isso não vai mudar nada... Muitos já sabem, mas são proibidos de contar à você ou a qualquer outro. Nunca entenderás a força que essa guerra teve para nosso clã... Talvez um dia eu lhe conte filho. Talvez um dia, quando eu sentir que possas compreender...

Touzou ficou parado na mesma posição, com o corpo se distanciando lentamente de Edward como se fosse nada. O Edward de quinze anos foi tomando a forma do de vinte e o mesmo ia gritando. Uma espada perfurou o peito do pai do bastardo. Era Sora com a sua espada e os Scarlet Eyes ativados pela segunda vez. O massacre, o sangue, a morte... Edward já não estava na floresta, mas sim dentro da mansão, silenciado, observando sua prima assassinando aquele que de certa forma prometera contar um dia seu maior segredo. Aquele que era seu pai, seu ídolo... Seu defunto.

O corpo caiu inerte pelo chão. Aproximou-se para ver quem era... 

...Aikuro...

JoJo chorava ao lado do cadáver do pai. O enterro acontecia em um penhasco.

- A culpa de toda essa tragédia é sua, Edward Arques. - disse Sasagawa Alphonse, que no momento vestia sua armadura de guerreiro de Hades. Ao ver o ilusionista no enterro de seu pai, o Minami se sentiu furioso e decidiu atacá-lo, mas outro servo de Hades, o qual Edward nunca havia visto, apareceu e empurrou JoJo abismo abaixo.

Precisava liberar o estresse depois de tantas situações terríveis; sentiu o vazio se apoderando de seu corpo enquanto sua sanidade era um tanto mais devorada. Um pequeno buraco cresceu no peito de Edward, começando um processo de sucção de tudo que estava ali presente. Tudo voltou a ser vazio, inclusive o próprio bastardo.

Sentiu-se sendo sugado por um furacão semelhante ao do Mágico de Oz.

Antes de acordar, lembrou-se da vez que seu pai lhe mostrou como se projetava o Rho Aias.


DIA DEZ, MANHÃ DAS SETE PÉTALAS


- É dito na lenda que do sangue de certo guerreiro troiano, de nome Hector, nasceu uma flor iridescente. O guerreiro utilizava uma armadura feita com sete camadas de couro de boi, que o próprio mencionara ter a camada mais profunda como inatingível. Ainda sim, um dia veio a ser atingido, o que levou-lhe à morte. Em certo período, nosso líder Scarlet Shirou acabou conhecendo esta lenda, e a partir de certas pesquisas, acabou conseguindo projetar um escudo que exibisse força semelhante ao de Hector. Esta habilidade permaneceu em cada linhagem de nosso clã... E um dia, Edward, se te mostrares mesmo um rapaz ao qual o sangue descendeu em plenitude, conseguirás projetar um dia este escudo da mesma forma que hoje o projeto.

Lembrou-se daquelas palavras de seu pai como se tivessem sido proferidas faz poucos dias. As imagens haviam surgido no fim do seu miserável pesadelo. O enorme escudo de energia que se mostrava em frente do corpo de Touzou, com sua cor escarlate e a forma de uma flor de sete pétalas. Cada pétala representava uma camada da armadura do antigo guerreiro enquanto as cores reluzentes tomavam a forma do sangue dele. Cada palavra de seu pai parecia reluzir em sua mente, enquanto se preparava para tentar evocar aquela poderosa técnica.

- Lembre-se que este escudo possui quase inatingibilidade. Poucos guerreiros tiveram a última barreira dele atingida... Ainda sim, o mais importante a se notar é que ao mesmo tempo que sacrificas energia para criar esta barreira, o teu corpo também faz parte do sacrifício. Quanto mais o escudo sofre danos, mais sofrerás também. Se o último escudo for atingido... Provavelmente perderás a vida.

Aquelas foram as palavras que mais atingiram o bastardo naquela vez. Estava impressionado com aquele belo escudo, mas ao mesmo tempo, assustado com o fim que levavam aqueles que o tinham completamente destruído. Naquele dia, esteve atento a tudo que o pai disse. Graças a Deus, ouviu tudo o que ele disse, senão hoje nunca saberia como evocar tamanha técnica.

Sua energia começava a fluir de forma diferente em seu corpo, como se tentasse concentrá-la em um único ponto. A prana ia se focalizando no braço esquerdo do bastardo. Sua mente proferia palavras de ordem, forçando sua existência a ser parte daquele escudo de energia maciça. Conseguia sentir um esboço daquele conjunto de Bounded Fields a se formar mentalmente. O que faltava era a energia, as camadas em forma de pétalas... Corpo... Alma.

Em sua âmago, foi começando a dar forma as camadas e cada pétala ligada à elas. Todas as sete proteções da barreira deviam ser fortes, mas era evidente que a cada camada a força iria se intensificar cada vez mais até a última que era considerada como a "impenetrável"... A cada camada que ele ia projetando mentalmente, ele proferia um sacrifício mental de alguma parte de seu corpo... E assim elas iam se formando, tomando formas semelhantes, porém forças diferentes... As cores sangrentas pulsavam na mente do Scarlet enquanto tudo ia se concretizando.

Quando ia terminando de montar todos os revestimentos, finalmente proferiu um último sacrifício para a última defesa do amontoado de Bounded Fields:

- Eis aqui, a minha vida!

E toda a energia do Rho Aias pulsava entre o braço e mão direta do Arques, que sem mais nem menos, deixou de ver aquela energia por entre seus pensamentos e corpo, mas para fora, no exterior da realidade. Movimentou seu corpo para frente, projetando uma grandiosa barreira escarlate, semelhante à aquela projetada pelo seu pai, já faziam muitos anos. As sete pétalas se exibiam com extrema energia e beleza, num brilho acima do comum que ofuscava um tanto do cenário. Era uma técnica gloriosa e que parecia mesmo útil para resistir de ataques de adversários.

Sentia que o havia aprendido, mas ainda gostaria de pô-lo em prática...

Um dia.


Última edição por Hiroby em Dom 31 Maio 2015 - 20:41, editado 8 vez(es)
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 0:01

MAIS OUTRO POST PARA TREINOS
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 0:02

ÚLTIMO POST PARA TREINOS
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 0:40

DIA DEZESSEIS, SOL NO MEIO DO CÉU


Após tantos dias treinando e tendo conseguido alcançar bons resultados como tanto almejava, o bastardo agora começava a crescer com seus planos. Não buscava mais a confusão simplória humana ou a complexidade dos deuses anciões... Buscava a força dos deuses que controlavam aquele mundo. Ele queria matá-los, muito bem sabia, mas antes precisaria subordinar-se à eles de alguma forma.

Se ele quisesse poder, se quisesse renascer o clã Scarlet, se quisesse tornar-se um ser divino, ele precisaria daqueles deuses.

Após todos aqueles tempos de treinos, ele por sorte encontrara um corpo a ser sacrificado sem que fosse o de seus servos. O corpo daquele criminoso que morava naquela habitação lhe servira para algo além de descobrir a existência de um mercado negro no centro daquela ilha. Mercado este, que logo o interessou, lhe dando ideias de como prosseguir com seus planos.

Tudo começava a se interligar na nova visão de Edward.

Naquele dia, cortou o caule de uma das árvores que havia por entre aquele cenário distópico e cravou uma espada em meio às suas raízes. Buscou o corpo do criminoso miserável e projetando espadas, pôs-se a perfurá-lo com várias, até que seu corpo fosse mais espadas do que corpo.

Por mais que o sangue já tivesse secado e o corpo estivesse putrefato, Edward havia guardado parte do sangue daquele homem, pois tinha certeza que o usaria para o ritual. Havia preservado na geladeira do mesmo e agora o derramava por entre os restos do tronco e pelo próprio corpo dele.

Por último, banhou o sangue na própria espada e evocou poeticamente a figura épica do Deus que buscava.

- Ares, almejo muito os teus grandiosos ares!
Tu, Deus que contemplas todo o céu e os mares
E que no brandir das armas, faz ruir à terra!
Quero mostrar-me fiel servo em cada guerra;
Poder tornar suas palavras, bom veredito
Esperando ouvir-te as mias, como as dito! 
Pois pelo que sei, a toda guerra tens apreço
E sei que posso crescê-las por pouco preço!
Ouça meus requisitos e dou-te boa servidão:
Fidelidade igual à mia, poucos servos dão!


Última edição por Hiroby em Sab 30 Maio 2015 - 16:15, editado 1 vez(es)
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Mysterion em Dom 17 Maio 2015 - 13:05



Deuses diferentes atuavam de formas distintas.

A descida de Atena e daqueles que juraram seu sangue ao dela era um evento sagrado e de luz que prometia eviscerar o profano, com o canto distante de pássaros em harmonia e a conglomeração dos céus nunca única esfera para se curvar graciosamente diante do poder da deusa que se apresentava ao chamado.

A descida de Hades ou de seus Juízes começava com o aroma indistinguível de ferro enferrujado, como sangue há muito derramado, e o canto de corvos e urubus que se precipitavam ao anunciar a chegada de uma tempestade negra. Sua mera presença acabaria por violentar todo o pânico e temor no coração daqueles que lhe chamavam.

A descida de Ares era incendiária.

O céu abriu, tal qual uma correnteza que ao chamado divino se firmava em duas paredes bastante violentas de água jorrando até que o ser complete sua travessia. Uma sensação quase demoníaca de luz vermelha começou a violentar os sentidos de Edward conforme uma bola de fogo incandescente, o aroma de carvão das guerras acompanhando suas combustões espontâneas, descia para lhe saudar. Mesmo a distância o fervilhar das chamas era como o zumbido de muitas trompas e instrumentos de um campo de batalha tumultuado ao mesmo tempo, o ritmo quase frenético de uma bateria alucinada por um roqueiro drogado e embriagado nos gritos da multidão.

Sobre o tributo oferecido ao Deus da Guerra a esfera flamejante caiu e se desfez num campo violento de chamas, fantasmagóricas que pairavam acima das árvores e da grama. Em pouco tempo, se assim desejasse, queimaria toda a ilha até que virasse um trono desnutrido, um desertificado estendido por quilômetros. Substituindo o brilho das labaredas que lhe seguiam, o resplandecer de uma armadura dourada muito mais elegante do que a dos Cavaleiros de Atena, combinado com palpitações rubras de sangue derramado em batalha. A esfera quente agora cedera força de presença para um rosto impassível e musculoso, que ao mesmo tempo que grotesco de tão violento, possuía a perfeição das artes gregas que lhe tornava um homem perfeito. Um homem quebrado como Edward nunca perceberia a sensação de ser algo absoluto, algo sem falhas em nenhuma parte de si.


Esta Mão da Glória carrega sobre si todo o poder de todos os guerreiros vivos e mortos. Como sequer ousas em chamar não apenas a mim, mas todos que me serviram, todos que servem e todos que servirão? Responda com cautela. - a voz dele era o eco de um canhão numa guerra moderna, o desespero dos civis inocentes, o gargalhar dos que o manejam e o estoicismo daqueles que se recolhem e lhes enfrentam. Era tal voz de absoluta Legião que Edward, nem pessoa já era, agora não passava de poeira.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 16:51

Tamanha força abismal tornava Ed insignificante de uma forma jamais vista. Ares tinha uma imagem e essência que exibia em si toda uma supremacia. Em tudo ele era perfeito, inclusive na entrada triunfal. Até mesmo aquele sacrifício parecia fútil perante sua presença. Aquele era mesmo o Deus que Edward precisava com todas as suas forças. 

Possuía mais brilho e magnificência do que qualquer outro e ao mesmo tempo parecia mais tenebroso, apesar disso ocorrer de uma forma tão gloriosa que chegava a ser indefinida.

Ali se erguiam todas as castas, exceto a dos párias. Edward era os restos onde Ares pisava sem nem ao menos notar. 

Tentou se sustentar o quanto fosse possível para permanecer-se em pé perante aquela presença devastadora, mas a vontade era de simplesmente ficar ajoelhado por toda eternidade enquanto aquele poder surpreendente o pressionava.

- A muitos homens servi nesta vida, como minha mera presença infestada de bastardia obrigou-me. Nasci no meio de uma guerra, tendo o sangue de um clã honrado de vários guerreiros e ao mesmo tempo, outro sangue plenamente desconhecido que me levou a ser uma criatura eternamente julgada. Por mais que eu possuísse milhares de espadas, ninguém as utilizava da maneira como deviam. Mas aqui, ante tua presença, acabo por ter a suprema certeza que és aquele que quero servir pela eternidade e que usaras minhas armas com a mais perfeita maestria. 

Por um momento, silenciou-se, respirou e logo pôs-se a falar novamente. Até sua respiração parecia mais ofegante.

- Muitas pessoas conheci nesta vida e muitas acabaram se subordinando à deuses que não se equivalem a tua presença. Uma guerra cresce por esta terra entre os guerreiros de Athenas e os de Hades... Como conheço guerreiros que lutam para os dois lados, eu muito bem posso intensificar esta guerra se assim quiserdes e é por isto que evoquei tua existência e a de todos os seus guerreiros... A humanidade merece esta guerra para aprender a necessidade de se subordinar à Ares!

E projetou duas espadas, muito bem conhecidas: Kanshou e Bakuya. Pôs-se de joelhos enquanto segurava as duas armas.

- Busco servir-te para crescer com esta guerra como muito creio que lhe entreteria. Por mais que estas duas armas, transcendentais para meu clã, sejam meras projeções, as oferto da mesma forma, prometendo não unicamente meu sangue e servidão, mas o sangue e servidão de meus descendentes, dos meus servos e de todos os que eu derrotar por este caminho!
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Mysterion em Dom 17 Maio 2015 - 17:02



Deves ter alta estima de ti mesmo, bastardo, para me ofereceres tuas armas para eu usar como se elas fossem merecedoras de serem empunhadas por mim. - comentou Ares que não mudou nem por um segundo sua postura, fitando as lâminas gêmeas. - Então é o mestiço falho do Clã Scarlet. Scarlet Shirou servira bem aos propósitos de guerra, e todos os seus sucessores foram resultados mistos. Creio eu que um bastardo seja o resultado fracassado da experiência. És um justo e merecedor herdeiro do sangue que corre em ti? Não respondas, é óbvio que não és. Mas posso tomar teu sangue para mim. Queres servir à guerra?

Ares permanecia cético durante todo o processo. Parecia-lhe evidente que o melhor curso era matar o jovem a sua frente, coisa que poderia fazer com um pensamento vago sem nem mudar a posição de sua mão.

Eu posso lhe conceder o poder que buscas em troca de teu sangue, mas há um dever que quero que realizes enquanto fores meu Berserker para além de intensificar este conflito que me alimenta. Julgas-te capaz de servir meu favor?
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 17:19

Por mais que as palavras de Ares pesassem cada vez mais sobre o bastardo, este as permaneceu escutando quase que de forma imóvel até as últimas palavras. Teve certo receio do pedido de Ares, mas como não podia ignorar pedido algum do Deus e ele morreria se ignorasse aquilo mesmo lulz, logo disse, sem qualquer medo.

- Julgo-me apto.

As possibilidades de pedidos eram muitas, acreditava serem até mesmo desagradáveis, mas as faria de qualquer forma. Talvez levassem ele a maior chances de concretizar seus planos.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Mysterion em Dom 17 Maio 2015 - 17:25



Invada o templo de teus ancestrais e me tragas Kanshou e Bakuya.

Foi tudo que disse.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 18:40

De certa forma, parecia que Ares conhecia os planos de Edward em cor e forma. Bem, só parecia, pois se conhecesse, possivelmente o bastardo teria sido destruído por ali mesmo. Permaneceu com a expressão séria de antes e então falou.

- Assim farei.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Mysterion em Dom 17 Maio 2015 - 19:06



Outra ruptura se fez ao longo do céu como se o dia houvesse sido optado para receber o apocalipse. Aquela tempestade de chama era visível para todos, ou era apenas um espetáculo que Ares havia concedido a mente de Edward, pois ele era muito importante para pessoalmente descer e falar com ele? A sensação de calor alienígena que se aproximava era bem real, no entanto, e logo uma biga grega, lindamente decorada das mais diversas artes ao longo do tempo, desceu guiada por cães infernais que sem dúvida se serviam de carne humana fresca ao julgar seus tamanhos e voracidades uma vez que avistaram com seus olhos de carvão incandescente a figura de Edward.

A biga se fez parar muito lentamente, como se para saborear o momento em que consumia voraz todo o ar ao seu redor. Apenas se curvou diante de Ares, cujo olhar recaiu para o seu centro, e logo ele obedeceu, erguendo um lindo e trabalhado arco, como se forjado pelos deuses e com o consentimento do Deus da Guerra.

Spoiler:

Eu não te concederei uma armadura, pois um verdadeiro guerreiro de Ares não temerá a morte e nem se ocultará e sua face audaciosa atrás de um pedaço de metal. Eu lhe oferto enquanto meu servo Brahmastra, que empunharás em nome de tua casta, o Batalhão do Fogo Vermelho. Este arco deve servir, se realmente correres em teu sangue o que alegas ter. Deves saber o motivo. Brahmastra e minha benção te tornam meu Berserker.

No momento que se sucedeu, uma sensação de calor muito distinto da profundeza morta de Hades ou a iluminação expansiva estelar de Atena se alojou dentro de Edward e começou a se locomover pelos seus órgãos, fazendo seus pulmões ficarem sem ar e seu coração acelerar para bombear todo o sangue que corre num guerreiro durante uma batalha mortal. Subiu-lhe até as faces e foi um contraditório direto com o vasto vazio que lhe ocupava. A chama parecia ser alimentada pela violência, o heroísmo, a bravura, e uma morte muito diferente da morte de um Espectro. A chama explodia dentro de si.

Mas eu te aviso. Caso me traías, caso não me tragas Kanshou e Bakuya, caso não cries a guerra prometida, e caso não empenhe este arco em meu nome, eu virei com esta biga cruzando os céus ao som do ladrar destes cães que haverão de devorar e consumir todo o ar e oxigênio deste céu até que fique da mesma cor que uma espessa névoa negra a cercar este planeta. E toda está fúria que devorará homens, mulheres e tudo o mais será direcionada contra ti. Parta em meu nome, Edward Arques.

Tudo sumiu. O que restava era o arco aos seus pés, reluzindo, o aroma de algo a queimar, e a solidão.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

Mensagem por Hiroby em Dom 17 Maio 2015 - 20:00

- Excelente!

E ali estava o novo Edward, falando consigo mesmo após Ares sair. 

Não mais o antigo bastardo Scarlet ou o gajo do Conselho Estudantil da academia... O servo de Shinryuu ou o bêbado no Saluja's Harem.

Não que aquele Edward estivesse morto. Ele só era agora um servo de Ares... Esta é a maior diferença. Ah, e se ele traísse Ares, bem, ele estaria morto. Ah, e ele tinha um arco e flecha awesome.

Bem, estou ficando com inveja do gajo, espero que ele seja assassinado pelo Ares após traí-lo... Pena que ele não o trairia, ou pelo menos ele ainda demoraria a fazer isso.

Gostava daquela nova energia a pulsar dentro do seu corpo. Ele ainda sentia o sangue Scarlet, o vazio de Shinryuu e tantas outras coisas dentro de suas veias... Mas agora, também havia aquelas chamas de Ares. Acendeu um cigarro, pegou o arco e a flecha, guardou-os e pôs-se a chamar o Corvo e Shiroi.

Os dois nem deviam ter visto toda aquela cena. Estavam a descansar ou pescar por algum lugar ali perto.

Após uns três ou quatro minutos, apareceram. Estavam a pescar mesmo...

- Bem sirs... É o momento de irmos, mas não embora daqui. Temos que adentrar a floresta.


- Você não se lembra do que aquele criminoso disse, pyosu. Quanto mais dentro da floresta, mais perigoso, pyosu.

- Vocês acham mesmo que nós morreríamos? Me poupem.

O Corvo sentia a energia diferente no corpo do bastardo. Eram tantas energias juntas que aquilo se tornava um misto de confusão e caos. Mas não é que Edward havia se tornado um homem caótico? Decidiu ficar quieto. Perguntaria mais tarde para Edward sobre o ocorrido.

- Eu ainda estou preocupado, pyosu.

- Meh, não há nada para se preocupar tanto... O que pensas, Corvo?

- Me é indiferente, mas se quiser ir, podere ir à vontade.

- Dois contra um, Shiroi. Parece que vamos adentrar ambientes inóspitos... Mas antes, que nos preparemos para isto.


DIA DEZESSETE, TARDAR DE NOVAS TRAJETÓRIAS


Após se prepararem, partiram em direção à novos caminhos. As metas de Edward iam tomando mais forma lentamente, enquanto iam adentrando as profundezas da abissal ilha.
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Re: [Numero 1] Floresta em ruinas

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