[King Vessel] Sala de Jantar

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[King Vessel] Sala de Jantar

Mensagem por Syaoran em Qui 5 Nov 2015 - 13:23

Local a onde fazem as refeições enquanto no Navio, existe uma pequena cozinha numa divisão à parte a onde se preparam essas mesmas refeições .
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Syaoran

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Re: [King Vessel] Sala de Jantar

Mensagem por Syaoran em Sex 6 Nov 2015 - 2:48

Spoiler:


Algores no Mar em direcção a região das 3 Grandes Vilas, Konoha, Fuyuki e Masaro.

-“Alibaba precisas de sair dai e comer algo” – pedia o mago do lado de fora dos Dormitórios, estava sinceramente preocupado – ”(Desde que a guerra terminou ele tem estado a se isolar e a falar sozinho não sei pelo o que ele passou mas agora está terminado ele tem de melhorar, mas se não comer ou dormir direito vai acabar por morrer antes.)” – reflectia batendo mais algumas vezes na porta de madeira –”Anda lá sai.” – suplicou mas novamente sem obter resposta apesar de ouvir múrmuros do rapaz do outro lado.

Judal acabava por desistir por agora voltando a sua atenção para a maré e os ventos se ninguém controla-se aquilo iriam acabar por embater em algo ou ficarem perdidos em alto mar.

Trancado no Dormitório Alibaba contorcia-se enquanto abanava a cabeça freneticamente resmungando para ninguém – ”Calem-se! Calem-se por favor não sei quem vocês são mas calem-se!” – suplicava as vozes na sua cabeça não o deixavam descansar sentia-se pesado e com dificuldade de respirar, claustrofóbico – ”Por favor deixem-me em paz, descansar.” – continuava a pedir

Mas parecia que aquilo não iria parar sentia como se fosse passar o resto da sua curta vida a ser punido por aquelas vozes. Precisava de algo para os calar e foi então que se fez luz na sua cabeça, a única maneira que sabia que conseguir desligar. Fraco e cambaleando quase que se arrastou até um armário tirando de dentro deste uma resma de folhas e novamente se puxando foi até uma mesa se sentando enquanto empurrava tudo que estava em cima desta para o chão esvaziando a sua mesa de trabalho.

-“É isso… Vou deixar de vos ouvir” – ameaçava olhando o maço de papel a sua frente, a suas mãos termião ele conseguir ver a sua mão fraca fazer o bico do lápis se aproximar do papel em branco mas assim que o papel e o carvão se tocaram a sua mente ficou em branco deixou de ouvir aquelas vozes que o incomodavam, deixou de suar, de se encolher de tremer a sua mão estava agora com força reforçada não abanava nem um milímetro e os seus olhos voltavam a ganhar cor.

Arrastou o carvão pelo papel fazendo linhas precisas, depois da tempestade vem a calma mas apenas para depois voltar a vir outra tempestade, mas esta agradava a Alibaba, aos poucos o sorriso voltava aos seus lábios.
As linhas separadas no papel começavam-se a juntar dando lugar a formas e a desenhos que por final se transformavam em planos. Em poucos minutos já haviam dezenas de folhas espalhadas no chão vários planos para criações, criações mais simples, outras complicadas, varias pequenas e ainda mais havia gigantes.

-“Esta Katana não a faria para mim mas se algum dia alguém me pedir utilizarei esta como base.” – murmurou enquanto lançava mais um esquemático que mais tarde utilizaria como base para uma Katana que ficava invisível e intocável. – ”Irei fazer esta bracelete para ela assim que arranjar a jóia perfeita para aqui” – disse atirando mais um folha para o chão este um plano com varias formas finais por não se decidir qual ficaria melhor – ”O meu Pa…Padrasto? Pai, Pai… Enchei-me de pancada enquanto me ensinava a lutar com espada e escudo apesar de não gostar de os utilizar por me tirar mobilidade deveria voltar a treinar com eles… Pelo meu Pai e o tempo que gastou comigo.” – comentou acabando mais um plano mas este não o lançava para o chão como os anteriores o deixava em cima da mesa, fora da zona de trabalho mas em cima da mesa. Continuo a deitar as ideias que tinha presas no seu crânio para fora, não sabia se iria ficar sem ideias ou sem papel antes.

O sobrevivia mais um dia ele ficava encravado numa luva, o mecanismo era complicado mas pequeno quase imperceptível olhando para ela caso conseguisse finaliza-la, era um mecanismo a milhares de anos de luz do de um relógio mas quase tão pequeno. Claro a ideia de utilizar aquilo como uma arma o divertia mas os problemas que via o deixava receoso, o mecanismo apesar de minúsculo para a sua complexidade não era difícil mas o problema eram os materiais, ele não conseguia pensar em nada que pudesse utilizar que fosse maleável mas resistentes, podia utilizar fio normal mas um puxão ou corte o deixavam inútil, um cordão de aço podia tentar mas apesar de ser mais resistente lhe tirava o controlo maleável, para alem de ser forte e maleável precisava de ser pequeno já que não iria andar com um enorme numero de “novelos” do fio que utilizasse e se fossem finos ajudaria a ter um enorme comprimento sem ocupar muito espaço.
Ficou ali por horas, gastara mais horas naquele pormenor do que em todo que tinha feito antes e não encontrava uma solução, sim podia utilizar magia mas até que ponto conseguiria fazer isso? Era o que se preguntava.

-“Alibaba vais sair? Vamos ancorar num Porto para podermos reabastecer.” – ouviu do lado de fora daquele quarto inundado de papeis.
-“Sim, sim! “ – respondia ao abrir a porta mostrando o estado daquele lugar para Judal – ”Judal sabes algum material tipo fio forte resistente mas ao mesmo tempo fino?” – perguntou ai sair daquela pocilga ainda com aquela criação na cabeça.
-“Estás bem? O que é que queres? Fio? Li que pêlo principalmente os bigodes de criaturas fantásticas são resistentes, criaturas tipo dragões, mas em que é que estas a trabalhar?” – perguntou, apesar de saber que Alibaba não tinha comido ele ter saído daquele quarto e estar alegre era confortante.
-“Dragões?... Hmmm…. A onde se pode comprar pêlos de dragão?” – perguntou
-“Coisas desse tipo são difíceis de arranjar e bastante dispendiosas talvez até seja mais fácil tentar caçar um do que tentares encontrar numa loja….Não, não sei a onde é que tem dragões.” – respondeu de imediato prevendo a pergunta seguinte.

Algores no mar varias semanas depois

-”Bhlaaaa…. A… Bhlaaa… A tua comida é veneno… Bhlaaa” – dizia o Ferreiro do enquanto vomitava para fora do Navio
-”Não é assim tão má parecia ser boa. A tua parece sempre papa” – respondia o mago
-“Comida é de comer não de se olhar, a minha pode parecer horrível mas pelo menos é comestível.” – justificava ainda deitando tudo que tinha no estomago borda fora.

Aproximando-se da borda Judal via os resto de comida a boiar sendo levados pela corrente e ao mesmo tempo via o seu irmão continuar a poluir o mar com o seu vomito, olhou para o outro lado apenas para ver o pequeno animal quadrupede também a deitar o que tinha comido para fora.

-“Nem a Vee consegue comer o que cozinho… Mas eu estou bem… Vocês é que devem ter comido algo estragado antes e agora estão a culpar a minha comida.” – tentava culpar os dois que estavam mal dispostos.
-“Espero que nenhuma criatura tente comer a tua comida não quero sentir culpado de vomitar para fora do Navio. Para alem disso se quem comer isso não morrer vais criar um inimigo mortal para o resto da tua vida” – comentou deixando-se cair de cu no chão sentando-se
-“Não estás a ser muito melodramático?” – falou ironicamente o mago.

Antes de ter a sua resposta apenas ouvir e sentiu o bater da água violentamente no navio e um enorme grunhido atrás de si suspirando sem sequer olhar para trás.

-“Não disse?” – gozou Alibaba vendo um enorme Monstro Marinho atrás de Judal.
-“Cala-te…” – ordenou voltando a suspirar antes de se voltar e ver o que tinha aparecido do nada para resmugar do seus cozinhados.

Uma enorme criatura assemelhando-se a uma Serpente longo e escamoso, mas a sua cara tinha algo mais parecido com um Crocodilo com bigodes que pareciam flutuar ao seu controlo dava para ver pelos movimentos daqueles pêlos que aquela criatura estava zangada. Os 3 habitantes daquele Navio começaram-se a sentir ser puxados pelo ar enquanto aquela criatura parecia inspirar com a força total dos seus pulmões.

-“Vais precisar de ajuda?” – perguntou o Alquimista ainda a gozar com o Mago.
-“Sim, se faz favor…” – respondeu chateado.

Vee para não ser levada corria até Alibaba que estava sentado no chão e se escondia atrás dele para não sentir a força que os puxava. Mas para a surpresa dos três todo o ar inspirado foi expelido numa enorme corrente de ar focada e concentrada, a surpresa não era esse modo de ataque mas sim para quem era o ataque para o Ferreiro sentando no chão. A força do ar o fez rebolar pelo convés até bater no outro lado do Navio.

-“Então parece que ele não tem nenhum problema comigo quem o chateou foste tu e não a minha comida.” – gozou agora o mago começando a virar costas de braços cruzados.
-“O quê?! Não! Não! Aquilo foi apenas o primeiro ataque de certeza que ele vai-te atacar também.” – disse Alibaba levantando-se apenas para ser novamente atirado ao chão por mais um sopro.
-“Afinal é apenas a ti e à Vee… vocês conseguem… Eu vou… treinar a minha cozinha.” –disse o mago preparando-se para voltar à cozinha.
-“Não sejas assim! – pediu aos berros sendo atirado de um lado para o outro pelos sopros

Não iria ajudar e deixaria o trabalho e se librarem daquele Monstro gigante para os dois que tinham regurgitado para o mar. Apesar de ainda levarem aquilo como brincadeira não podiam deixar o Navio ser danificado por aquele ser que os atacava.

-“Vee Equipa Dupla com Bola Sombra distraiu!” – ordenou o Ferreiro enquanto corria em direcção à Serpente Marinha.

O pequeno Pokémon seguiu as ordens dadas pelo seu dono com uma combinação dos dois ataques pareceu criar vários clones todos eles formando uma bola sombria a atirando contra a Besta inimiga, aquela combinação dava tanto protecção à pequena Vee como também uma maior chance de chamar a atenção e acertar o ataque já que parecia que seriam mais que um a atacar apesar de apenas um desses ataques era o verdadeiro.
O ataque acertou em cheio entre os olhos do Monstro que abanando a cabeça olhava o a pequena criatura que lhe tinha atacado vendo varias e começando a lançar os seus sopros poderosos contra cada uma das copias que via, por enquanto a verdadeira Vee estava em segurança.
Por outro lado Alibaba que aproveitava a distracção havia já saltado do Navio e corria pelo corpo daquela Besta desferindo estocadas pelo seu corpo enquanto se aproximava da cabeça. Aquelas perfurações mudavam o foco da Monstro Marinho que deixava de focar em Vee e voltava a tentar atacar o ferreiro o tentando engolir numa dentada.

-“Opa…” – deixava fugir enquanto saltava nos últimos momentos fugindo da investida do Monstro e ao mesmo tempo caindo em cima da cabeça do agressor se preparando para o perfurar agora no cárneo e o incinerar por dentro.

Levantou o braço que segurava a sua espada flamejante e se preparava para a fazer descer com força e espetar aquela lamina pela cabeça da Besta mas antes que pudesse finalizar os bigodes dançantes o apanhavam enrolando-se e prendendo os seus movimentos consequentemente impedindo o ataque.
Debateu-se com a espada ainda em mão tentou cortar os pêlos que o enrolavam mas apesar da sua espada afiada ele não conseguia cortar, eram resistentes e conseguiam impedir de ser cortados pela lamina.

-“Judal?! Encontrei o que estava à procura, os bigodes deste monstro são fortes, não os consigo cortar!” – gritava feliz apesar da sua situação preparia.

O mago que ainda não tinha levantado um dedo para os ajudar apenas suspirou com aquilo que estava a acontecer e com a atitude do seu irmão vendo-se preso. Aquela situação não durou assim tanto tempo pois nova bola negra embatia na cara da Besta o que fazia os bigodes do Monstro cederem um pouco dando espaço para o Alquimista fugir voltando a correr pelo corpo escamoso.

-“Agora só preciso de lhe conseguir arrancar um bigode e se não o consigo cortar, talvez com ajuda das chamas consiga mas não queria perder aquele material o colocando a arder.” – reflectia em voz alta enquanto corria até ao fim do corpo do Animal, pelo menos a parte que estava a cima de água.

Não se podia distrair muito, sim agora que tinha encontrado um material que talvez pudesse utilizar seria bom mante-lo mas não iria arrincar o Navio para o obter e por isso correndo curvado, com a sua mão esquerda próxima aos pés utilizou o poder da alquimia para transmutar a água do mar a fazendo mudar de forma e criar pequenas superfície de gelo a onde ele poderia pisar e não ter de nadar enquanto se afastava do Navio e trazia a Besta consigo.
Os ataque de Alibaba paravam por algum tempo apenas se focando a esquivar as investidas da Serpente gigante, ainda não tinha pensando numa maneira segura de lhe arrancar um bigode sem correr o risco de destruir o material.

-“Em que é que estou a pensou?!” – reclamou de si mesmo enquanto desviava mais uma investida do Monstro, ele já tinha utilizado varias vezes um método de aumentar o poder de perfuração sem ter de colocar a arder nada. Chamas começaram a ser libertadas da espada enquanto este corria era difícil fazer aquilo em movimento mas não havia outra maneira.

Uma mão esticada para estar quase ao nível dos pés para continuar a fazer caminho por onde pudesse correr e a outra para cima segurando a espada que mais parecia uma tocha agora. Apenas teria de ficar assim durante algum tempo até a lamina ficasse encandeceste e assim poderia cortar o bigode como se fosse manteiga.
Entre saltos e piruetas fazia o possível para manter a chama acesa mas foi então que o Monstro Marinhao parou inspirando todo o ar que podia e o soltava num sopro poderoso que simplesmente apagou as chamas da espada como se fossem as velas do seu bolo de aniversario.

- “Parabéns?” – felicitou ao ver o fogo apagar apesar de colo por seu querer voltar a acender. Mas não foi tudo o ar frio para alem de apagar as chamas tinham arrefecido a espada e se ele não conseguisse proteger as chamas nunca poderia por a lamina no ponto que queria – ”Ajuda!!” – pediu olhando para o navio vendo mais uma bola negra como se fosse um tiro de canhão ser lançada contra o Monstro que por momentos deixou de olhar para Alibaba.

Tinha de encontrar alguma maneira de não deixar a Serpente apagar o fogo mas também não podia deixa-lo focar-se no Navio, só havia um lugar a onde isso poderia acontecer na sua cabeça, mas ai ficaria vulnerável aos bigodes que já antes o tinham prendido.

-“Que tal deixares de brincar?! Já que queres os bigodes dele transforma-te ficar no ar foge dos ataques!” – ouviu os gritos do navio vindo do Mago que não tinha levantado uma palha para nada.

O que era aconselhado por Judal era um caminho fácil mas terminava com aquilo facilmente à muito tempo que não tinha feito exercício e aquele acontecimento lhe dava a chance de se divertir e ao mesmo tempo lhe dar o material que andava à procura.
Tirou da cabeça a opção de se transformar, pelo menos até se fartar daquilo e seguiu o caminho da cabeça agora que sabia que ele poderia controlar os seus pelos faciais não seria apanhado de surpresa. Voltou a fazer a corrida pelo caminho da servente que ao senti-lo voltou a focar-se nele esquecendo o navio. Chegou à sua cabeça ficando fora do campo de ataque dos sopros mas entrava na área dos Bigodes que logo vinham na sua direcção para o tentar prender mais uma vez. Desta vez não fora apanhado de surpesa e conseguia desviar-se das investidas enquanto se mantinha na zona segura contra os sopros e mantinha a espada em chamas aquecendo-a. De vez em quando lá algumas bolas sombras eram atiradas contra o monstro para o tentar distrair por momentos apenas para o rapaz ganhar folgo.

-“Esqueci-me disto….” – comentou ao ver o Monstro se preparar para mergulhar tirava a sua plataforma e estava longe do navio para saltar para ele e mesmo que conseguisse criar uma plataforma de gelo apenas seria atacado facilmente pelo monstro naquela posição – !Acabou…” – disse triste respirando fundo deixando um pouco das chamas que estavam na espada começar a engolir o seu corpo.

Antes do Monstro entrar na água ele saltava numa explosão de chamas permanecia no ar transformado. A chama na espada tinha desaparecido mas a lâmina estava vermelha, vermelho vivo. Não tardou muito até que a Criatura imergiu se lançando contra o rapaz, que voava, para o devorar, Alibaba podendo agora voar facilmente desviou-se do ataque desvendo pelo corpo da Besta a voar e no processo cortando o tão precioso Bigode que tinha trabalhado de mais para perder, não o cortou junto à raiz, ele era grande e grosso não precisava de algo tão grande mas mesmo assim tinha cortado grande parte.
A besta depois do salto voltou a mergulhar e o Ferreiro com a sua mão libre agarrou no enorme e pesado bigode começando a voar em direcção ao navio para o pousar.

-“Ele vai voltar! “[b] – avisou o mago do Navio.

E nesse exacto momento o Monstro voltou a sair de água enfurecido mas nem perto de Alibaba passou, algo estava mal ele quando saiu da água parecia ir na direcção dele mas no meio do ar começou a descair para um dos lados passando assim longe.

[b]- “Coitado… sem um deles está com dificuldades.”
– comentou Alibaba deixando cair o enorme belo no Navio voltando a voar em direcção à besta

Um novo salto aconteceu e novamente o Monstro voltou a descair para o lado do Bigode ainda intacto mas antes que pudesse novamente ir para debaixo de água o rapaz utilizando a sua lamina escarlate cortou o bigode intacto o mais próximo possível do outro tentando equilibrar o Monstro. Depois deste acto de caridade que por um lado tinha dado equilíbrio ao animal apesar de o ter feito em primeiro lugar perder esse equilíbrio e por outro dando mais material ao rapaz a Besta voltou a sair de água mas desta vez não atacando Alibaba. Assim que saia de água parava olhando o rapaz que já se preparava para o atacar de volta e o tentar fazer fugir mas algo o assustou .


- “Vais acabar por isto ou não?” – perguntou o mago que estava a voar atrás de Alibaba

O Monstro ia se embora e o Ferreiro olhava para trás de si confuso pelo medo que via na cada do inimigo.

- “Que foi que lhe de…. A serio?” – disse Alibaba mudando de discurso a meio ao ver que o braço segurando a ceptro de Judal levantando e este também transformado e sobre ele um enorme e afiado pedaço de gelo, era quase tão grande como o Navio.

- “Que foi? Isto estava a ficar chato…” – desculpou-se o mago fazendo o gelo voltar a água e cair no mar como uma cascata.



Algumas semanas depois ainda no Alto mar.

- Como vai isso? Ficamos 12 dias no ultimo porto para tentares terminar essa maldita luva e não a terminaste?” – reclamou o mago vendo o rapaz a trabalhar na mesa da sala de jantar, tinha agora a luva praticamente feita pelo menos era uma luva com alguns mecanismos.

- Ficamos lá 12 dias os primeiros 3 foi a conhecer a cidade os próximos 6 estive a trabalhar noutra coisa e os últimos três foi a trabalhar na luva. Fiz as peças de todos os mecanismos e até mais algumas de sobra caso precise mas não tive tempo de montar tudo. Demorei bastante a aprender a desfiar aquele enorme pêlo o artesão da cidade também se viu com dificuldade mas lá conseguimos.” – explicou o rapaz sem olhar para o mago ainda mexendo na luva.

- Sim eu sei mais de metade da nossa carga é barris e caixas desses malditos fios por culpa do espaço que estás a ocupar com eles vamos ter de parar muito mais cedo num porto para voltar a comprar mantimentos porque não tivemos espaço para comprar mais. Podias pelo menos ter vendido o que não ias precisar” – continua a reclamar o mago de mau humor.

- Eu tentei… vendi a todas as pessoas que queriam mais ninguém naquela cidade queria os fios eram dois bigodes gigantes, ocupavam menos quando eram todos juntos mas depois de desfiamos os dois bigodes ocupavam muito mais, podíamos ter dando 70 voltas a Fuyuki com a quantidade que tínhamos, com a que resta aqui no navio nem uma volta damos” – disse o Feeiro colocando uma ultima peça no mecanismo da luva.

Judal ficava em silencio eles tinham-se desligado naquelas quase duas semanas Alibaba trabalhava nas suas invenções e ele… ele passou todo o tempo num dos Bares “Requintados” não sabia de tudo que o seu irmão tinha estado a fazer e aquela curiosidade sobre os fios que restavam o deixavam sem palavras.


Alguns dias antes na cidade de Malachite

Alibaba estava num ferreiro os dois falavam e trabalhavam na construção de pequenas roldanas e peças de metal, viam-se com dificuldades pelo seu tamanho se não fossem feitas perfeitamente não serviriam para nada, no meio dos dois tinha uma caixa já com algum dos produtos acabados e aceites, a onde eles colocavam o que conseguiam fazer e achavam que estavam bem, mas no outro lado de cada um estavam varias caixas com o que diziam a olho no serem as mesmas peças mas na realidade eram criações falhadas que iriam ser fundidas de novo para utilizar noutra cosia mais tarde.

- “!Alibaba-sama…” – dizia um homem ao entrar naquele lugar – Desculpe… eu tentei… vendo tudo que consegui mas mais ninguém nesta cidade quer aquele maldito fio pelo menos vendemos a maior parte o que resta ainda é muito mas não se compara ao que foi vendido.” – disse aquele homem

- “Merda… esta saiu mal também…. Obrigado Maxwell, podes ficar com o dinheiro da venda do fio, a percentagem que concordamos que seria para mim fica também para ti, para te pagar pelo trabalho que tivemos os dois a desfiar aqueles dois bigodes. Agora se não te importas podes sair precisamos de estar concentrados a fazer isto se não vamos continuar a gastar matérias.” – pediu o rapaz educadamente voltando ao trabalho.

Sem dizer uma palavra aquele homem saiu silenciosamente, a sua cara estava branca, em alguns dias tinha passado de um simples alfaiate para um dos homens mais riscos da cidade apenas por vender aquele material.

- “Hey rapaz, já testa-te o que estiveste a fazer nos primeiros dias que estiveste aqui?” – perguntou o Ferreiro dono daquele estabelecimento.

- “Não, Sei que o meu irmão não quer ficar aqui parado muito tempo por isso nem me dei ao trabalho de testar mas tenho a certeza que está perfeito.” – respondeu Alibaba

-“HAHAHA…. Sim claro todos os nossos filhos são perfeitos independente dos seus defeitos” – riu-se o homem continuando a trabalhar – ”E esta coisa que estas a fazer agora… o que é? Algum tipo de relogio?” – perguntou

-“ Não… é uma arma, uma luva capaz de controlar livremente fios” – respondeu sucintamente tentando-se concentrar na tarefa em mãos.

-“Agora que acho que terminei vou testar” – anunciou Alibaba enquanto metia a luva, não se sentia totalmente confortável, estava um pouco apertada, mas isso podia tratar mais tarde agora queria ver se aquilo funcionava.

No outro lado da mesa havia um copo de vinho, como se tivesse telekinesis abriu a palma da mão apontada para o tal copo e movimentou a mão como se ele tivesse mesmo à frente dela o agarrando e depois o puxando para si, e o que desejado aconteceu o copo meio vazio levantou se da mesa com alguma violência e foi puxando até à mão do rapaz e o agarrou com um sorriso dando um pequeno trago.

- “Agora podes ficar com ele… não o quero…” – disse o mago ao ter o seu vinho roubado levantando-se para ir buscar mais um copo para si.

Judal regressava da cozinha com um copo do novo e novamente Alibaba fazia das suas com o seu novo brinquedo e num instante roubava o vidro das mãos do seu familiar.

-“ Pára por favor…” – pediu o mago aproximando-se de Alibaba para recuperar o segundo copo roubado.

Alibaba ainda com um sorriso e o vendo aproximar atirou o copo com força contra a parede.

- “Estás doido?!” – gritou o mago ao ver o ato, mas não ouvia o estilhaçar, o copo era parado alguns centímetros antes de embater na parede e trazido de novo para as mãos do Ferreiro – ”Não brinques mais com isso…” – pediu já ficando farto da brincadeira.

Alibaba pousava o copo em cima da mesa e deixava o Judal aproximar-se mais e assim que ele tentava agarrar o copo ele mexia um pouquinho um dos dedos fazendo o copo deslizar um pouco da mesa fugindo da mão do Mago que já começava a bufar de raiva, novamente tentava agarrar e nova puxadeira acontecia.

-“ Fica lá com os dois copos!! Vou buscar outro” – gritou o mago voltando para o cozinha agarrando a garrafa do vinho pelo caminho e nunca mais voltando.

- “Resulta… pode não ser tão forte como era o bigode já que ele era milhares de filhos mas ainda é resistente o suficiente e como é tão fino é também cortante.” – relatava o teste, Judal ainda não tinha notado mas tinha pequenos cortes nas pontas dos seus dedos de quando Alibaba lhe havia roubado o copo das mãos – ”E o melhor de tudo é que é quase invisível mas depois de a encantar vai ser ainda melhor, posso fazer os fios praticamente invisíveis e aumentar a resistência e poder de corte dos fios, para alem de colocar alguma protecção contra os elementos em principal o fogo até posso tentar fazer com que possa guiar energia pelos fios, e combinar com o poder da Crystal Blaze e criar um casulo de fios em chamas hehehehehe…. Vai ser tão fixe…” – dizia imaginando os seus planos.

- “Alibaba!!! Chegamos a Konoha!!” – grtitou o mago da cozinha.

- Ho quê? Já?! Finalmente! Já não vamos comer a tua comida venenosa!!” – gozou levantando-se guardando a luva numa caixa e a colocando num armário junto com alguns cristais.

-“É uma pena o Alphonse não ter vindo connosco” - comentou entrando na divisão indo em direcção a uma armário – “Ele pareceu gostar mais do plano assim que lhe contei a razão e se ele estivesse lá ajudar-me-ia a convencer o Hokage, ou o represente a aparecer na reunião…” – falou tirando de dentro de uma gaveta uma luva e algumas pedras espalhado tudo sobre a mesa da jantar – ” Já que vou ter tempo até chegar a Konoha e lembrei-me disto posso tentar terminar a…. Cross Tail , de certo modo penso que isto não seja uma arma indicada para mim, iria demorar bastante até me habituar, mas talvez quando de o fazer se torne grande força do meu arsenal…” – disse voltando a pegar na luva enquanto se sentava .

Voltou a pousa-la em cima da mesa, mas mesmo à sua frente e utilizando o resto das pedras que tinha espalhado sobre a mesa colocava 7 em torno da luva.

- “Vamos a isto… Ghaa….” – gemia ao mordeu os seus polegares até criar uma ferida que começou a jorrar sangue

Deixava cair poucas pingas de sangue sobre cada pedra e no final sobre a própria luva, agora todos aquele objectos estavam ligados por sangue poderia começar a parte mais importante.
Pairando as duas mãos sobre os objectos em cima do tampo da mesa começou a controlar a sua respiração tentando relaxar depois da dor que provocou a si mesmo, uma a uma cada pedra parecia ganhar vida e começar a brilhar, 7 cores, 7 elementos, 7 energias.
As pedras brilhantes começavam a ter a sua cor como sugada, e por meio de feixes de luz apontando para entre as mãos de Alibaba começavam a juntar todos os 7 elementos numa pequena bola de luz era como se fosse uma pequena aurora borealis que assim que foi formada foi esmagada pelas mãos do Criador que se fecharam agarrando todo aquele poder.
As mãos de Alibaba começavam a brilhar e assim que as duas estavam no seu auge de virlho ele as separou as pousando sobre a luva que até então estivera fora da equação, o brilhou espalhou-se para o objecto que em pouco tempo chegou ao mesmo nível iluminado das mãos.
Fechou os olhos agora era tudo na sua mente, esquecia tudo, problemas, desejos, esperanças limpava a sua mente até que esta ficasse branca e reluzente. Via-se despido de tudo numa sala branca pairando no centro desta, olhou em volta certificando-se que estava na pronto e começou o processo e criação magica.
Ele via nuvens aparecerem na sua frente nelas parecia estar escrito algo e por de trás das letras era visível como um vídeo de algo mais provável a descrição do que estava escrito.

-“Não… Não… Não… Talvez… Sim… Não…. Sim… Não…. Claro que não… Não… Talvez… Talvez… Não…” - dizia enquanto movimentava as mãos deslisando para a esquerda caso não e essas nuvens desapareciam, para cima caso fosse sim e as nuvens ficavam a pairar e caso ainda tivesse de reflectir deslisava para baixo a onde permaneciam esperando uma escolha mais tarde.

Centenas de Milhares de nuvens com ideias ele viu e quase todas foram excluídas, poucas foram directamente aceites e poucas mais ficavam para ser vistas mais tarde. Mas mesmo essas poucas que ficaram deixam para o rodear e encher toda aquela sala Branca Brilhante.
Na sua mente foram horas se não dias de trabalho a decidir e a criar, mas no mundo real foram apenas alguns minutos, mas no final do processo todas aquelas nuvens de ideias separadas foram juntas numa enorme nuvem que por ordem de Alibaba foi encolhida até se transformar numa pequena esfera. Que foi esmagada com as duas mãos do rapaz desaparecendo, ou melhor sendo absorvida por ele.
No momento que voltava a abrir os olhos uma pequena onda de energia foi solta da Luva, apagando toda as luzes que tanto o objecto como as mãos de Alibaba tinham e até lançando alguns dos criais, agora sem, cor ao chão.

- “Agora sim, a Cross Tail está terminada.” – comentou pegando nas coisas que tinham sido lançadas ao chão apenas para as por de volta em cima da mesa – ”Vou testar isto…” – disse pegando na luva e a vestindo, estava muito mais confortável do que da ultima vez que a tinha utilizado , mais provavelmente por causa do encantamento e começando a testar viu lançava fios invisíveis para agarrar as pedras sem vida brincando com elas, tudo estava mais fácil de fazer e as fios eram guiados muito mais rápido e mais intuitivamente, naquele momento qualquer um podia colocar aquela luva e utilizar os seus poderes facilmente.

Depois de alguns testes a tirou a pousando de novo em cima da mesa voltando a ir tratar do “lixo” que tinha feito.
Mas apesar de ter a tarefa chata de arrumar tudo, um sorriso de vitoria não sabia da sua face, tinha finalmente completado aquela criação.
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Re: [King Vessel] Sala de Jantar

Mensagem por Syaoran em Seg 9 Nov 2015 - 3:15

- A onde é que a deixei? - perguntava exaltado enquanto procurava algo pelas gavetas do local - Tenho a certeza que não estava nos Dormitórios tem de estar por aqui! - dizia aflito revirando tudo naquela divisão - Ele deve saber a onde deve estar. - afirmava sacando de uma pequena esfera de cristal - Judal?! Judal?! - chamava começando a ver a esfera brilhar até que uma imagem se formou no seu interior e a voz da pessoa desejada se fez ouvir.

-Sim... Que foi passa-se algo? - perguntava lentamente o mago dando um gole numa bebida certamente alcoólica.

-O escudo? A onde está o escudo? - perguntou ainda aceleradamente preocupado com a localização do objecto

-Haa... não ligas-te para saber como estava, não sabes a onde está? - falava novamente lentamente dando mais um trago e fazendo uma longa pausa antes de continuar - Não sei... já procurante nos Dormitórios? - perguntou o mago ainda num estado de lentidão.

- Não procurei mas tenho a certeza que não o levei para lá a não ser que tenhas sido tu -dizia ainda preocupado

-Eu levei-o para lá para o usar como pisa papeis........ Aqueles esquemas todos sempre que abria a janela ou a porta voavam. - respondia voltando a fazer uma enorme pausa depois de dar mais um gole

- E porque raio estás a beber não deverias estar a trabalhar no Concelho ou com o Bar aberto? - perguntava finalmente acalmando um pouco ao saber que afinal estava errado e o objecto estava nos Dormitorios

- Haaa.... Não sei.... Não me apetece abrir esta espelunca e depois do que aconteceu duvido que me queira lá no Concelho. - respondeu tentando-se ajeitar no sofá em que estava sentado

- O que aconteceu? Que é que disseste aos teus superiores? - perguntou suspirando, sabia que o feitio dele não o iria ajudar naquele pedido.

- O que é que eu disse? Nada, o que aconteceu? Eu fiquei vivo! - respondeu começando-se a exaltar

- Como assim? ficas-te vivo? O que aconteceu explica-me direito -pediu não sabendo o que se estava a passar mas se o problema era ficar vivo tinha sido algo perigoso

- Depois de esperar alguma mensagem do Concelho... Finalmente fui lá saber e disseram-me que estava aceite, como se aquilo fosse para me inscrever em alguma escola em vez de ser um emprego... E pronto comecei à procura de trabalho e apareceu o Josuke desconfiando como sempre insinuando que estava ali para descobrir algo e não a ajudar Fuyuki da bondade do meu coração *hique* - explicava o mago

- E não estás... eu pedi-te para ir entrar no Concelho para descobrires algo - respondeu interrompendo o rapaz do outro lado

- Sim!... não interessa... Pronto o Josuke apareceu, sabes da morte do Pai dele não é? Também não interessa *hique*... Encontramos um pedido para investigar uma ilha que apareceu do nada e suspeitava-se ser Espectros e porque o coitado desconfia que foi o Alphonse e o Alphonse pelo o que parece é um espectro, me obrigou a ir com ele *hique hique hique*.... Lá chegamos perto do lugar e fomos atacados por Espectros na luta eu fique sem combustível e ele ficou a lutar sozinho. Eu fiz o que conseguia fazer para sobreviver e ele estupidamente morreu... E agora porque eu voltei e ele não apesar de lhes contar a historia eles desconfia de mim e pensam que sou um traidor, o matei ou algo assim. - contava todo o acontecido.

- O Josuke morreu? Isso é uma revelação em tanto... E de certeza que o Jean não sabia enquanto estava aqui... Isto não aconteceu à algumas horas pois não? - perguntou

- Já foi a algum tempo porquê? Obrigado por te preocupares comigo... - respondeu num resmungo ao perceber que o seu próprio irmão não se preocupava com ele.

- Não é isso... Estou feliz que tu estejas bem... mas... Eu falei com o Tio dele à algum tempo e ele não mencionou nada. Mas daqui a 5 dias se ele apareceu posso falar sobre isso. Já agora como é que fugiste deles? - perguntou tentando ignorar por agora os seus planos.

- Eu não fugi... - respondeu simplesmente tentando manter a sua cabeça de pé os seus olhos começavam a fechar.

- Não fugiste deles? Ok... Está bem Dorme e descansa mais tarde liga-me e explica-me tudo direito. - falou começando a imaginar o que acontecera mas preferia que ele lhe dissesse diretamente em vez de tirar conclusões que poderia estar erradas.

- Está.... - tentava despedir-se mas acabava por fechar os olhos e deixar cair o comunicador terminando a chamada.

Alibaba não previa que algo assim acontecesse, Josuke morto sentia pena do rapaz, mas não iria fazer nada por ele, mesmo que talvez tivesse o poder para isso, com medo do que se poderia passar.

- Não se pode fazer nada... Mas a morte dele vai afetar bastante o pobre Jean... Hooo e a Kohaku... E o Edward deve estar demasiado bêbado para perceber a falta dele. - comentou passando pela mesa pegando na luva terminada e saindo do local voltando ao porão.
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Syaoran

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